quarta-feira, 17 de março de 2021

Pólos / Polarização

  Resolvi escrever um pouco sobre o assunto, tendo em vista que no momento a palavra polarização é uma das mais presentes no nosso cotidiano.  É fato que o motivo que a mesma tem estado presente, não tem muita interação direta com o que as pessoas das áreas das ciências exatas costumam utilizar o termo.

 Originalmente a palavra pólo, de acordo com  com professor Deonísio da Silva, vem do grego pólus, polo, eixo ao redor do qual uma coisa gira. Esta é rotineiramente utilizada para se referir em sentido figurado a algo como centro de referência em algum aspecto, por exemplo como qunado se diz que a França é  um pólo de irradiação das artes e cultura ocidental.

 No dicionário Aurélio, encontramos duas definições, sendo que uma delas se aproxima mais da rotina científica, da qual pretendo tratar um pouco mais adiante. A primeira diz que são as extremidades glaciais do nosso planeta, e antes que gere alguma polêmica, me refiro a Terra. A segunda definição diz que são dois pontos opostos de um ímã ou de uma pilha: pólo positivo, pólo negativo. Aqui vale uma ressalva que pólo positivo não é bom nem  pólo negativo é ruim. Trata-se somente de uma questão de cargas mesmo.

 Aproveitando a segunda definição do dicionário Aurélio, citada acima, faço a ressalva que muitas vezes quando acompanho as discussões políticas atuais, me sinto um pouco como o âmbar dos estudos de Thales da cidade de Mileto, que observou que após o mesmo ser "atritado"este adquiria a capacidade de se eletrizar. Lembrando que o termo electrum  vem do grego eléktron que é a designação do âmbar amarelo. Na verdade este conceito está diretamente relacionado ao fato de que após o atrito, um dos corpos adquiriu carga positiva e o outro adquiriu carga negativa. Estes fenômenos foram inicialmente estudados por Benjamin Franklin que constatou que o mesmo ocorria pela transferência de elétrons entre os corpos atritados. Sendo  que onde há perda de elétrons fica  excesso de prótons (carga positiva +) e  onde há ganho de elétrons fica  excesso de elétrons (carga negativa-).

 Com base neste mesmo conceito de pólos, no estudo da química, temos a ideia de compostos polares e apolares. Geralmente quando traço uma analogia  política me sinto muito apolar nas discussões atuais. Deixe-me explicar melhor. Basicamente, quando dissemos em química que algo é polar, nos referimos que possui um centro de cargas positiva e negativas assimétrico e  no caso de substância apolares estas possuem um centro de carga simétrico.

Exemplos De Moleculas Polares E Apolares – Novo Exemplo

Fonte da imagem : www. vanialima.blog.br.

Estes conceitos na química são de extrema importância pois servem de base para compreensão de uma metodologia analítica de extrema relevância em vários segmentos como nas indústrias farmacêuticas, químicas, alimentícias e etc. A cromatografia líquida, que pode ser conhecida um pouco mais em uma outra postagem minha feita anteriormente, mas que também voltarei a tratar futuramente em outras postagens.

 Desta forma quando dissermos que alguma discussão está muito polarizada, penso que podemos ampliar um pouco a visão e entender também de maneira científica as implicações de algo estar polarizado.



sábado, 12 de outubro de 2013

DES volta a assombrar.


 Se a talidomida acabou para sempre com o mito da inviolabilidade uterina, a experiência com o DES, por sua vez abalou a convicção de que defeitos congênitos seriam importantes apenas quando imediatamente visíveis.
 O DES (dietilestilbestrol) foi um medicamento muito utilizado para mães que tinham dificuldade em levar uma gravidez adiante e também passou a ser recomendado como uma espécie de vitamina para as mulheres durante a gravidez, ele também encontrou mercado para redução da produção do leite materno e para aliviar sintomas que surgissem durante a menopausa.
  Apesar de estudos anteriores somente em 1971 publicou-se um artigo que tratava do estudo de oito mulheres que receberam tratamento para câncer de vagina, sendo elas filhas de mães que fizeram uso do DES durante a gravidez.  Além dos dados relativos a câncer constatou-se de 60 mulheres que foram expostas ao DES 40 tiveram má formação uterina impossibilitando que as mesmas se tornassem mães. Mesmo assim o DES só foi proibido de circular no início da década de 80.
 O DES também trouxe problemas aos filhos de mães que tomaram o medicamento. Há vários casos relacionados ao elevado número de espermatozoides com problemas de locomoção devido a sua anormalidade, problemas relacionados a pênis atrofiados e câncer de testículos.
 A coisa mais alarmante do DES é que ele na verdade era ingerido como um medicamento, assim como a talidomida, e na verdade ele nem sequer se provou realmente eficiente como antiabortivo.
 Agora ele se apresenta em uma nova forma que refere-se ao uso dele como hormônio bovino, apesar de proibido por lei através de ação pública sabe-se que ele continua sendo utilizado colocando em risco o futuro das novas gerações.
280
 Dietilestilbestrol
Nome (IUPAC) sistemático
Trans 3,4-bis(p-hidroxifenil)-3-hexeno

Fonte: COLBORN, Theo. O futuro roubado. Porto Alegre: LPM, 2002.






quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cuidado com Café Expresso


Acredito que para muitos assim como para mim o café expresso é um vício. Todavia durante a leitura de um livro chamado Mitos da Saúde, a minha esposa se depara com uma informação que pode ser uma das razões pela qual estou a muito tempo tomando remédio para baixar os níveis de colesterol do meu sangue e apesar da minha alimentação, não tenho tido muito sucesso.


Ocorre que o café possui na sua composição vários elementos químicos. Dentre eles está um composto natural chamado Cafestol capaz de aumentar os níveis de colesterol LDL.





Este só é removido da bebida pela ação da filtração que ocorre no papel de filtro. Destaco ainda que mesmo os amantes do cappuccino ou do café turco, não estão livre desta situação, já que estes também não são coados durante seu preparo.

Fonte: SNYDERMAN Nancy. Mitos da Saúde. Rio de Janeiro: Sextante, 2011.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Usinas lixo - energia (Incineradores)

O Problema dos incineradores
 Os adeptos das "usinas lixo-energia" prometem transformar todos os dejetos em energia, o que soa atraente, e reivindicam até créditos de energia renovável por conta disso! Mas há dois problemas.
 Primeiro: o pouco de energia recuperada com a queima de resíduos é muito sujo, e o processo libera mais gases do efeito estufa do que a queima de gás natural, óleo ou carvão. De acordo com a agência de proteção ambiental americana (EPA), incineradores de lixo produzem 1355 gramas de CO2 por KW/hora; o carvão produz 1020; o óleo, 758; e o gás natural, 515.
 Segundo: vale observar um quadro mais amplo. Quando se queima algo, isso significa ter que voltar a extrais, minerar, cultivar, colher, processar, finalizar e transportar um novo produto para substituir o que foi destruído. Tudo isso consome muita energia. Se o objetivo principal é conservá-la, faz muito mais sentido poupá-la de antemão, reutilizando e reciclando coisas.
 Os custos com a implementação de incineradores em países industrializados chegam a 500 milhões de dólares. Enquanto isso, nos países em desenvolvimento, esse valor varia de 13 mil a 700 mil dólares. E a maior parte dos equipamentos dos países mais pobres jamais atenderia os requisitos instituídos pelas leis de segurança e saúde nos Estados Unidos e na Europa. No entanto, uma vez instalados, os incineradores são consumidores de capital e máquinas, e não de mão de obra, visto que abrem apenas cerca de trinta vagas de tempo integral.
 Vale contrastar esse processo nocivo com programas de reciclagem e de desperdício zero, onde cada dólar investido gera dez vezes mais empregos locais que fortalecem a comunidade .
 Em contraste com os 500 milhões necessários para construir um incinerador dentro das leis de proteção a saúde e segurança, um centro de alta tecnologia para recuperação de materiais construído na costa oeste americana, custou pouco mais de 9 milhões. E mais: enquanto um potente incinerador queima em geral  2mil toneladas de lixo por dia, o centro administra 4 mil, das quais 40% são recicladas, além de proporcionar empregos a 250 pessoas. A diferença é ainda mais óbvia nos países em desenvolvimento, onde a reciclagem e a compostagem são menos mecanizadas e, portanto, necessitam de mais mão de obra.
 Até o Banco Mundial admite que operar tais máquinas custam no mínimo o dobro do que se gasta com a implementação de aterros sanitários, embora continue a financiá-las em países em desenvolvimento.

Fonte: LEONARD Annie. A história das coisas. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A ameaça dos disruptores endócrinos


A ameaça dos disruptores endócrinos *
Santamarta, José **

Resumo: Este artigo, publicado originalmente

na edição em espanhol da revista World

Watch, é uma abordagem sobre o conteúdo do

livro Nosso Futuro Roubado. O autor resgata

aspectos centrais das pesquisas já realizadas

para alertar a todos nós que estamos sendo

vítimas de certas substâncias químicas que,

por diferentes mecanismos, estão afetando

especialmente os processos reprodutivos de

aves e mamíferos. Tais substâncias, agindo

no sistema endócrino, inclusive dos seres humanos,

podem colocar em risco nossa sobrevivência

como espécie.

Os chamados disruptores endócrinos (ou

burladores, fraudadores) não são venenos clássicos,

eles interferem no sistema hormonal,

sabotando as comunicações e alterando os

mensageiros químicos que se movem, permanentemente,

dentro do nosso corpo. Como resultado,

estamos sujeitos a um conjunto de

efeitos maléficos à saúde, o que inclui anormalidades

sexuais em crianças e adultos,

homens e mulheres. Nos homens, pesquisas

mostram a redução drástica do número

de espermatozoides no sêmen.

Não obstante, os riscos incontroláveis dos

disruptores endócrinos, a indústria química

continua colocando no mercado, anualmente,

cerca de mil novas substâncias, enquanto

a capacidade para exames e pesquisas conclusivas

sobre potenciais externalidades e

riscos desses produtos não supera a 500 substâncias

por ano. Deste modo, somente conhecemos

os reais efeitos maléficos de uma minoria

das 100 mil substâncias químicas sintéticas

que podem, potencialmente, funcionar

como disruptores endócrinos.

Portanto, o alerta presente neste artigo

pretende ajudar na reflexão sobre nosso modo

de vida e de consumo, ademais de sugerir a

necessidade de medidas que alterem o rumo

da lógica perversa de nosso estilo de desenvolvimento

e de nosso conceito de progresso.

Palavras-chave: agrotóxicos, disruptores

endócrinos, compostos sintéticos, doenças

hormonais, reprodução humana

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Como Jogar paciência deteminou a origem da Tabela Periódica!


 Os passos que determinaram a química como ciência

O surgimento de um modelo periódico foi fundamental para a química alcançar sua maioridade tendo em vista que a física newtoniana e biologia darwiniana já se encontravam estabelecidas a época.
 A tabela periódica foi motivada pelo espírito de professor que fez com que Mendeleiev anteriormente já tivesse produzido um manual de química orgânica de 500 páginas em apenas 60 dias visando atender a falta de um similar no idioma russo a época.
 No início de 1869 Mendeleiev havia concluído o primeiro volume dos dois projetados para Os princípios de química. Esta seria sua obra prima: o melhor manual de química de sua época. Seria traduzido em todas as línguas importantes e permaneceira uma obra padrão até os primeiros anos do século XX. Contudo, estava longe de ser um manual ortodoxo enfadonho. Seu estilo refletia muito da maneira do homem.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Reuso da água



REUSO DA ÁGUA


Conceito de Reuso

O reaproveitamento ou reúso da água é o processo pelo qual a água, tratada ou não, é reutilizada para o mesmo ou outro fim. Essa reutilização pode ser direta ou indireta, decorrentes de ações planejadas ou não.

- Reúso indireto não planejado da água: ocorre quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é descarregada no meio ambiente e novamente utilizada a jusante, em sua forma diluída, de maneira não intencional e não controlada. Caminhando até o ponto de captação para o novo usuário, a mesma está sujeita às ações naturais do ciclo hidrológico (diluição, autodepuração).

- Reúso indireto planejado da água: ocorre quando os efluente depois de tratados são descarregados de forma planejada nos corpos de águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizadas a jusante, de maneira controlada, no atendimento de algum uso benéfico. O reuso indireto planejado da água pressupõe que exista também um controle sobre as eventuais novas descargas de efluentes no caminho, garantindo assim que o efluente tratado estará sujeito apenas a misturas com outro efluentes que também atendam ao requisitos de qualidade do reuso objetivado.

- Reúso direto planejado das águas: ocorre quando os efluentes, após tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga até o local do reúso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso com maior ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou irrigação.

- Reciclagem de água: é o reúso interno da água, antes de sua descarga em um sistema geral de tratamento ou outro local de disposição. Essas tendem, assim, como fonte suplementar de abastecimento do uso original. Este é um caso particular do reúso direto planejado.

água reutilizada pode afastar o fantasma da seca.

O uso racional da água parece ser uma das saídas para combater a escassez do produto. O engenheiro Paulo Ferraz Nogueira, especialista no tema, aponta três formas de reutilização de água que seguem esta tendência. As informações fazem parte de seu artigo "Escassez de Água". No texto-sugestão de pauta Nogueira assegura que a tecnologia de Membranas Filtrantes (água reciclada), a recarga do aqüífero (utilização do subsolo) e o aproveitamento das águas da chuva são alternativas viáveis para o Brasil.

Artigo: Escassez de água

(Por Paulo Ferraz Nogueira)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Desempenho ambiental e normas




Desempenho ambiental e normas
Símbolos Ambientais Da Conservação?>

 A norma ISO/WD 14031 define desempenho ambiental como “resultados obtidos com a gestão dos aspectos ambientais da organização”. Ou seja, resultados obtidos na gestão de atividades, produtos e serviços da empresa que podem interagir com o meio ambiente.

 Assim, o desempenho ambiental é o resultado ambiental efetivo apresentado pela empresa, sendo função do nível de conformidade por ela conquistada e da forma como a empresa assegura esta conformidade. A empresa estará em conformidade com os requisitos legais se atender a todas as exigências da legislação ambiental aplicáveis. Mas poderá apresentar, ao mesmo tempo, conformidade com os requisitos chamados corporativos, se alcançar metas adicionais auto-estabelecidas de qualidade ambiental (ALMEIDA,2004).

 Há dois caminhos para se obter a conformidade. O mais usual caracteriza um comportamento ambiental reativo da empresa baseada em ações pontuais, não integrada a um sistema de gestão de qualidade total. A conformidade assim obtida requer grande número de ações contingenciais, o que aumenta os seus custos. Além disso, a empresa permanece sempre vulnerável a novas exigências.

 Um caminho sugerido seria o do comportamento ético ambiental da empresa, pois nele, a conformidade é conquistada pela implementação do GQT e de um  SGA (sistema de gestão ambiental). Torna-se estável e sustentável, pois está calcada no compromisso da empresa e de seus empregados com a sua política de meio ambiente, expressa em planos, programas e procedimentos específicos (ALMEIDA,2004).

 Gestão ambiental é a forma pela qual a empresa se mobiliza, interna e externamente, na conquista da qualidade ambiental desejada. Para atingir a meta, ao menor custo, de forma permanente, o SGA é a estratégia indicada.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Alzheimer e o Alumínio


 A origem real do mal de Alzheimer ainda permanece desconhecida, mas atualmente há forte contendores: disfunção enzimática, falha genética, invasão microbiana ou toxinas como metais. Foi esta última categoria que pareceu ao mesmo tempo explicar a doença e proporcionar uma maneira de evitá-la.
  O acusado foi o alumínio, que por pelo menos 25 anos gastou-se muito tempo, dinheiro e esforço na tentativa de controlar o impacto deste metal em nossas vidas. O que pode-se dizer que foi inútil.
 O Alumínio tornou-se alvo desta suspeita devido ao papel que desempenhava numa doença com sintomas semelhantes, a  demência da diálise. Como o proprio nome indica esta se dava em pacientes submetidos a hemodíalise como tratamento para os rins.
 Na década de 1960, foi noticiado que pacientes que realizavam este procedimento duas ou mais vezes por semana começavam a sofrer de demência e apresentavam comportamentos estranhos, como falar de maneira ilógica, confusão mental e desajeitamento. A causa foi comprovada devido a exames em cerébros de pacientes já falecidos que mostrou um alto teor do metal, que era dissolvido a partir do equipamento e entrava na corrente sanguínea.
 Entretanto o alúmínio que causava a demência da diálise, não resultava no tipo de material fibroso ou nas placas amilóides associadas ao mal de Alzheirmer. Na verdade, os efeitos se assemelhavam mais a reação tóxica ao metal.
 Além disso pacientes que sofriam da demência da diálise quando tratados com medicamentos para remover o alumínio apresentavam recuperação, o que depois não se confirmou nos casos de M.A.
 O primeiro caso diagnosticado com M.A foi o da alemã Auguste D. de 51 anos em 1901. Ela foi aceita no asilo de Frankfurt onde ficou sob os cuidados do neurologista Alois Alzheimer.
 Hoje sabe-se que a síndrome de Alzheimer tem mais relação com  02 tipos de protéinas que se acumulam no cerébro a "tau" e a "amilóide".
Fonte: EMSLEY, John.Vaidade, Vitalidade, Virilidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A doença dói dói e o cádmio


 Doença Itai-Itai(dói dói) e  o cádmio


Tudo começo em 1912 na cidade de Kamioka nos arredores da mina local. Os médicos perceberam que os fazendeiros estavam sendo vítimas de inúmeras novas doenças. Estes queixavam-se de dores nas articulações e nas juntas e doenças renais, sendo as mulheres a maior incidência dos casos.  Houve um caso onde um médico quebrou o pulso de uma menina ao verificar seus batimentos.
 Havia à época uma  demanda crescente por Zinco devido as questões militares, e o cádmio encontra-se amplamente misturado a este na natureza.
 A doença dói dói ou no japonês itai-itai tem este nome em referência ao grito de dor que suas vítimas produziam durante a mesma. Esta teve seu auge durante as décadas de 1930 e 1940, com o aumento do poder militarista do Japão, mas foi somente depois da segunda guerra que um médico local, Noboru Hagino, começou a estudar a doença, e após vários estudos conseguiu comprovar a ligação desta com a exposição do arroz aos resíduos oriundos da mina, dotados de cádmio.
 O cádmio é um elemento desajeitado e não consegue desempenhar os mesmos papéis biológicos que os outros minerais, mas ele também se infiltra bem no corpo humano e imitas as funções destes minerais. Como na época os fazendeiros locais já sofriam com uma certa falta de minerais e como as plantações de arroz estavam enxarcadas pelo cádmio este se infiltrou nos organismos e as células começaram a processá-lo numa velocidade ainda maior do que a normal.
 Quando foi trazido a público em 1961 os resultados do trabalho de Noboru Hagino a Cia. Mitsui fez questão de negar e o pior, organizou uma campanha para desacreditar o médico.
 A mineradora só foi reconhecida como culpada pelo acidente ambiental em 1972 através de um cômite de sáude governamental, sem a presença de Hagino, e foi condena a pagar 2,3 bilhões de ienes aos 178 sobreviventes.
 Todavia o horror gerado por esta acidente é tão forte na cabeça dos japoneses, que mais de treze anos depois, os cineastas retrataram a morte de Godzila com mísseis de cádmio.

Fonte: KEAN, Sam. A colher que desaparece. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.
 
 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cuidado, não deixe seu laptop aquecer !


Os computadores representam um grande risco ao meio ambiente, devido ao grande número de compostos tóxicos que são utilizados na sua fabricação e depois ficam dispostos na maiora das vezes de forma inadequada lançados em lixoões e aterros. Nesta enorme lista de compostos tóxicos utlizados podemos destacar: chumbo, cádmio, cromo hexavalente, mercúrio, bário e etc.
 Além disso os trabalhadores que produzem este equipamentos dentro das salas limpas que de fato têm o propósito de proteger  a contaminação dos equipamentos que estão sendo produzidos, e não se preocupar com a exposição dos trabalhadores a todos este compostos, fazendo com que sejam agudos os casos de câncer , abortos e doenças congêitas entre estes trabalhadores.
  É fato ainda que as comunidades em torno também sofrem com os despejos industriais destas fábricas e até mesmo você e eu que agora estou digitando este material sofremos ação destes compostos já que com o intuito de retardar a possível combustão em equipamento eletrônicos, os plásticos são tratados com PDBE (éteres de difenil-polibromados),  e estes quando sofrem aquecimento se desprendem em forma de poeira ou gás. Estes resíduos são persistentes e além de sua neurotoxicidade, estudos relacionam ele ao câncer no sistema imunológico e reprodutivo.
 O pior de duto é que apesar de usarem estes com o objetivo de retardar a combustão, está nem sequer ainda pode ser assegurada.

Fonte: LEONARD Annie. A história das coisas. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.
http://www.storyofstuff.org/

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cromatógrafo Líquido

. O Cromatógrafo a Líquido

                               O cromatógrafo a líquido (mais comumente conhecido pela sigla inglesa da técnica, HPLC (High Performance Liquid Chromatography; em português: Cromatografia Líquida de Alto Desempenho), é um instrumento mais simples que o cromatógrafo a gás nos seguintes aspectos:

a) só possui um canal analítico, enquanto CG’s podem ter até quatro canais;
b) é modulado, isto é, sistema de bombeamento e detetor são independentes, o que facilita a substituição de detetores;
c) opera geralmente à temperatura ambiente;

                               A Figura 4.3 é um diagrama em blocos de um CL típico. Cada bloco é descrito a seguir:
 
Figura 4.3 - Diagrama em blocos de um HPLC típico

terça-feira, 31 de julho de 2012

Playstation e Poluição



O tântalo é um minério que dá origem a vários eletrônicos os quais usamos diariamente como: celulares, controles remotos e até mesmo o famoso e desejado Playstation.  O tântalo é originado do Coltan e apesar de existir em vários países como a Austrália, Canadá e o Brasil, é no Congo que ocorrem os grandes problemas com a mineração deste produto. Por ser de fácil obtenção ele pode ser conseguido pela simples peneiração, o que provocou uma corrida em busca deste minério na época do lançamento do Playstation 2.
  Milhares de Congoleses partiram para as florestas devastando-as e arruinando com o hábitat dos animais. Além disso vários grupos armados começaram a recrutar crianças para trabalhos no garimpo.
 A Mineração do Coltan tem sido um grande negócio para grupos militares e paramilitares do Congo. Avalia-se que foi levantado 500 milhões de dólares em pouco mais de um ano com o mercado deste produto.
 As empresas que vendem estes produtos obtêm lucros ainda maiores e os revertem normalmente em propaganda relativas aos novos lançamentos, e não em uma forma de acabar com o rastro de destruição e violência que há por traz deste metal.
 Alguns fabricantes declararam publicamente que irão banir o uso do tântalo vindo da África, todavia sabe-se que não é facil rastrear as fontes tendo em vista tantos distribuidores.
 O fato é que muitas crianças do Congo foram enviadas às minas para morrer, para que as crianças dos países mais ricos pudessem matar inimigos imaginários em seus games.

Fonte: LEONARD Annie. A história das coisas. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Tungstênio na Segunda Guerra Mundial


No início da segunda guerra mundial o molibdênio já havia sido substituído pelo tungstênio no uso da produção de aço visando a fabricação de armas que pudessem resistir ao calor gerado pelos disparos sequenciais. Este fato ocorre devido ao maior tamanho dos átomos do tungstênio e também do molibdênio em relação ao aço,que torna a excitação do mesmo mais demorada, aumentando assim a resistência térmica.
 A Alemanha nazista precisava muito do tungstênio, simbolizado na tabela periódica pela letra W que vem de Wolfran o nome do metal em alemão, para fabricação de mísseis que perfurassem as blindagens, e desta forma o desejo pelo metal superou, no período da guerra, o desejo por ouro.
 O supostamente neutro Portugal alimentou o apetite dos alemães e depois dos aliados por este metal pois forneceu o mesmo durante muito tempo para os dois lados do conflito.
 A razão para o tungstênio ser melhor que outros materiais no uso com o aço pode ser observada na tabela peródica. Localizado abaixo do molibdênio, possui propriedade similares ao mesmo, como já citado, e além disso possui ainda mais elétrons, o que faz com que o mesmo só derreta a 3400ºC. Além disso por ser mais pesado que o molibdênio fornece ótimas amarras para impedir o escoamento dos átomos de ferro.
 Portugal conseguiu fazer com que sua única commodity saísse do valor de 1100 dólares/ton em 1940 para 20000dólares/ton em 1941, e só deixou de fornecer para ambos os lados do conflito no final de 1944 quando a vitória dos aliados já se anunciava.

Fonte: KEAN, Sam. A colher que desaparece. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Segurança com gases industriais

 1 - Gases no estado gasoso..

Seus acondicionadores.


2 - Oxigênio - efeitos a saúde..

O efeito tonificante produzido pela inalação de oxigênio gasoso, deu origem à muitas aplicações terapêuticas.

Sua inalação a pressão atmosférica durante poucas horas, não produz efeitos prejudiciais, no entanto, deve-se evitar a administração ininterrupta de altas concentrações por um período maior que 5 horas.

3 - Oxigênio gasoso ou líquido - Cuidados..
Evitar contatos com óleos e graxas, materiais oriundos de petróleo, e possíveis fontes de ignição;
Em Hospitais utilizar somente materiais apropriados para utilização medicinal. Exemplificando: mangueiras, luvas, vaselina, tintas, etc...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Lítio e loucura


 O lítio tem compravada importância na correção de transtornos neurológicos. Esta ação foi comprovada devido ao fato dele regular as protínas que controlam o relógio interno do corpo. Tais proteínas se ligam ao DNA no início do dia, e no decorrer do dia elas se degradam permitindo com que as pessoas alterem seu ritmo provendo um relaxamento, de fato as mesmas se degradam sob a ação da escuridão.
 As pessoas que sofrem de alguns tipos de transtornos neurológicos, entre eles o bipolar possuem dificuldade na degradação desta proteína ao longo do dia, mesmo na ausência de luz, gerando um estado de atenção continuada. O lítio age desprendendo esta proteína do DNA, permitindo que as pessoas relaxem. Vale lembrar que no dia seguinte o organismo gera novamente as proteínas dando início a um novo ciclo.

FONTE: KEAN, SAM. A colher que desaparece. Rio de Janeiro: Zahar, 2010

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pegada Ecológica


Trata-se da falta de sustentabilidade humana (infra-estrutura e preparo no uso dos recursos naturais) , pois de acordo com Dias (2002) a maior parte da população vive nas grandes cidades e já são várias gerações nascidas e criadas afastadas do convívio com a natureza, tais gerações criadas por um sistema educacional que as faz ignorar as conseqüências ambientais de seus atos e os tornam apenas perseguidores de bens materiais, não auxiliam no desenvolvimento de uma sociedade auto-sustentável. De acordo com Dias (2002) sob tais condições o desenvolvimento sustentável não é possível, o que é acrescido pelo desafio evolucionário que já está ocorrendo nos centros urbanos, pois apesar de ocuparem apenas 2% da superfície da Terra os seres humanos consomem 75% dos seus recursos.

 O estudo do impacto que o ser humano causa no meio ambiente seguiu durante muito tempo os parâmetros de qualquer estudo científico, ou seja , deve-se testar uma hipótese específica , utilizando uma metodologia definida e controles para identificar os efeitos de uma dada mudança no tempo e, com isso produzir conhecimento útil (DIAS 2002). Todavia o que a humanidade vem presenciando não é passível de repetição, pois há várias mudanças ocorrendo ao mesmo tempo, com muitas variáveis, e não há controle, o que significa que as mudanças não são distinguíveis entre si e os resultados destas podem não ser úteis.

 Desta forma este estudo realizou-se através do conceito do pluralismo metodológico recomendado por Stern et al (1993) para estudos dessa natureza (DIAS, 2002).

 Apresenta-se agora alguns dos aspectos estudados e o resultado da contribuição humana, a pegada ecológica.

Importância do gadolínio

Descoberto em 1880, recebeu este nome em homenagem a Gadolin responsável por pesquisas com os lantanídeos da pequena mina de Ytterby.
 O elemento químico tornou-se um potencial remédio para o câncer devido sua abundância de elétrons sem par, sem se cancelar uns aos outros, o que o torna o elemento mais magnetizavel, importante característica para a aplicação em aparelhos ressonância magnética, que funcionam através da magnetização dos tecidos através de potentes imãs.
 As partes dos tecidos onde ocorre a presença do gadolínio demoram mais a relaxar e esta diferença é captada pelo aparelho.
 o gadolínio funciona basicamente como um contraste entre tumores e tecido normal, este se diferenciando pela coloração branca contrastando com os tons acinzentados dos tecidos normais.
 Acredita-se que no futuro possa ser usado não só no diagnóstico como também para matar os tumores através de radiação intensa que se dá devido a  absorção de neutrôns tornando o gadolínio radioativo e agindo como uma nanobomba dentro do organismo, porém de ação localizada.

Fonte: KEAN, Sam. A colher que desaparece. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.